O empreendedorismo direcionado aos estudantes universitários

Desde o fim da segunda guerra mundial, tendo a ONU (Organização das Nações Unidas) como precursora, a busca pelo entendimento sobre o processo empreendedor tornou-se efetiva em muitos países e instituições. Logo, na medida em que novas ideias inovadoras e novas capacidades de empreender tornaram-se públicas, passaram a servir de exemplo para a ampliação das pesquisas sobre o empreendedorismo.

Alguns estudos veiculados pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) por meio da GEM (Global Entrepreneurship Monitor) em 2014/2015, apontam que, surpreendentemente, o Brasil ocupa o primeiro lugar em relação a novos empreendimentos. Os resultados consideram a PEA (população economicamente ativa) em relação à taxa de desenvolvimento de novos negócios. Logo, analisando o empreendedorismo no Brasil nos últimos 10 anos, houve um salto de 23% para 34,5%. Na verdade, ainda se observa as diferenças entre novos empreendimentos e o empreendedorismo de fato.

Afunilando-se para o quesito superação e resiliência diante das recessões, pode-se observar o crescimento do empreendedorismo no ensino superior voltado aos estudantes universitários. Onde a busca por qualificações e ampliações do conhecimento agrega-se a ideias inovadoras, a fim de vencer os obstáculos que surgem por conta da crise econômica. Sem dúvida, as grandes e inovadoras ideias que vão ao encontro da superação em busca da empregabilidade não podem ficar de fora das qualificações do empreendedorismo de necessidade e do empreendedorismo de oportunidade. Pois é justamente nestes momentos que o investimento na ampliação das habilidades e competências acontece.

Diante do momento oportuno e da canalização de informações, o papel das instituições de ensino superior na formação de empreendedores ganha cada vez mais relevância. O grande desafio é justamente a implementação do empreendedorismo nos cursos oferecidos, pois ainda há uma cultura a ser vencida. Logo, diante de casos de sucesso, a adoção de práticas pedagógicas voltadas ao empreendedorismo está cada vez mais evidente. Algumas instituições de ensino superior já adotaram meios de viabilizar o empreendedorismo para seus alunos. Orientam e conduzem com uma prática individualizada não só para a formação acadêmica, mas para os caminhos do empreendedorismo e, sobretudo, da empregabilidade, tão necessárias ao desenvolvimento socioeconômico.

Contudo, pode-se afirmar que os alunos do ensino superior ganham cada vez mais destaque na classe empreendedora, por meio da ciência e das ideias inovadoras, avançam rumo à busca de soluções e superações dos problemas individuais, familiares, comunitários e da sociedade como um todo. Para tal, a universidade e o aluno devem estar sempre de unidos na busca de recursos e ferramentas indispensáveis à formação. Oportunamente, essa sociedade empreendedora vai ao encontro do mercado de trabalho e da empregabilidade, com um protagonismo cada vez mais ativo, perseverante, resistente e confiante.

Josué Bertolino é professor nos cursos de graduação da Faculdade Anhanguera de Pindamonhangaba. Pedagogo, especialista em Gestão Educacional, especialista em Educação Especial e mestre em Ciências pela Universidade de São Paulo. Atua também como palestrante e consultor educacional

O serviço social e a empregabilidade

O assistente social, profissional graduado em Serviço Social, atua na defesa da cidadania, dos direitos e da justiça social, intervindo em situações de riscos e vulnerabilidades, desproteção social, exclusão, exploração, violação de direitos, dentre outras, elaborando, executando e viabilizando o acesso às políticas públicas e à proteção social. Sua formação é de cunho humanista e generalista, comprometida com a liberdade, justiça, democracia e com valores que dignificam e respeitam as pessoas em suas potencialidades e diferenças – sem discriminação de qualquer natureza.

Neste sentido, frente ao cenário de desigualdade social, concentração de renda, redução de investimentos públicos e vulnerabilidades sociais vivenciadas pela população brasileira nos últimos anos, amplia-se exponencialmente o mercado de trabalho para o assistente social. O campo de atuação é vasto, ofertado em ambientes públicos e privados. No entanto, o maior índice de empregabilidade concentra-se em órgãos públicos – municipais, estaduais e federais –, os quais absorvem grande número de profissionais do setor.

Importante destacar algumas áreas e instituições de atuação do assistente social, como: sócio jurídico (tribunal de justiça, sistema penitenciário, defensoria, conselho tutelar, delegacias, dentre outros); saúde (hospitais, postos de saúde, estratégia de saúde da família, serviços especializados de saúde, entre outros); assistência social (centros de referências, órgão gestor, prefeituras e entidades assistenciais); previdência social; habitação e empresas privadas que prestam serviços correlatos; assessoria; consultoria; educação (atuação em escolas na atenção ao aluno e família); instituições de ensino superior (docência em cursos de graduação, pós-graduação e pesquisa); terceiro setor, conselhos de políticas públicas, empresas privadas (recursos humanos); gestão pública e empresarial.

Cabe, ainda, pontuar algumas competências essenciais previstas no desenvolvimento das atribuições do assistente social, e no atendimento às necessidades e expectativas do mercado de trabalho, para uma melhor empregabilidade, como: a capacidade crítica/reflexiva, argumentativa, de liderança e mediação, habilidade para comunicação e expressão oral e escrita, articulação, posicionamento ético-político para proceder a encaminhamentos técnico-operacionais, sensibilidade, empatia, proatividade, comprometimento, conhecimento teórico, capacidade para trabalho em equipe, de mobilização e organização, além de domínio da tecnologia.

Por fim, diante destas considerações, evidencia-a a importância desse profissional técnico, que busca viabilizar e proteger os direitos da população.

Ana Lúcia Panazzo Balestrero Esteves é assistente social, professora no curso de Serviço Social da Anhanguera de Pindamonhangaba, especialista em Políticas Públicas, Gestão Institucional e Gestão de Pessoas

O mercado de trabalho para farmacêuticos: muito além da farmácia

O farmacêutico é muitas vezes lembrado por ser o profissional que, além de dispensar os medicamentos, provê informações sobre seus efeitos, interações com outros fármacos e demais orientações, sempre visando otimizar o uso do remédio e o bem-estar do paciente.

Talvez esse seja o perfil que vem à mente de muitas pessoas quando pensam nesta profissão. De fato, muitos trabalham em grandes redes de varejo, ou mesmo como farmacêuticos independentes. Ademais, apesar da crise econômica, a indústria farmacêutica se encontra em expansão, apresentando um crescimento de mais de 7% em 2018. Entretanto, existem outras opções disponíveis para quem é graduado em farmácia.

Conforme o CFF (Conselho Federal de Farmácia), são mais de 10 linhas de atuação e 135 especialidades em que o farmacêutico pode atuar. Dentre essas, algumas até mesmo improváveis, se encontram a administração de banco de órgãos, o controle de pragas urbanas, a ciência dos alimentos, a perícia criminal e a pesquisa científica.

Da mesma forma que existem diferentes possibilidades para os diversos setores, o salário também varia de acordo com a área desejada. Algumas dessas informações podem ser obtidas no site do CFF. Áreas de atuação mais específicas merecem uma boa pesquisa na internet, já que os salários apresentam variação significativa.

O perfil empreendedor também não fica de fora. Muitos têm o sonho de ter sua própria marca, o que exige estudo, e muitas vezes ajuda profissional, para que o sonho não se torne um pesadelo. Outra opção é a franquia de drogarias, farmácia magistral ou homeopática, com nomes bem estabelecidos no mercado.

É de se imaginar que as matérias a serem estudadas durante o bacharelado em farmácia sejam heterogêneas. O futuro farmacêutico irá se deparar com disciplinas relacionadas à biologia e química, além de matérias específicas como a farmacologia, ramo que estuda a interação dos organismos com os medicamentos. Competências como capacidade de comunicação, liderança, prestação de serviço e altruísmo também são primordiais para o profissional dessa área.

Independentemente da área escolhida, é imperativo que o profissional se mantenha atualizado por meio de cursos livres ou de pós-graduação. O aprimoramento dos conhecimentos técnicos e científicos para o bom desempenho do farmacêutico é princípio fundamental, presente no código de ética farmacêutica.

De acordo com Monteiro Lobato, “o farmacêutico é um verdadeiro cidadão do mundo. Porque, por maiores que sejam a vaidade e o orgulho dos homens, a doença os abate – e é então que o farmacêutico os vê”.

Lucas Hidenori Okamura é farmacêutico, mestre em Ciências, doutor em Microbiologia e coordenador do curso de Farmácia da Faculdade Anhanguera de São José dos Campos

A importância do marketing pessoal para o sucesso profissional

O termo Marketing é de conhecimento da grande maioria dos profissionais, embora nem sempre o seja compreendido da forma como deveria. Trata-se de uma atividade altamente estratégica, que deve abranger todos os aspectos mercadológicos externos e internos a uma organização e que pode colaborar para o sucesso ou fracasso de um projeto.

O que muitos não sabem é que podemos utilizar das ferramentas do marketing para traçar nossas próprias metas pessoais e profissionais, assim como as trabalhamos no ambiente interno de uma empresa. Válido principalmente para aqueles que buscam recolocação profissional, um bom planejamento pode ajudar a identificar melhores habilidades e competências, incluindo tais características como pontos fortes, e levantar características pessoais que precisam de mais empenho ou da realização de cursos que possibilitem especialização, tidas como pontos fracos.

Com informações como essas em mãos, o profissional consegue identificar o que deve expor no momento de uma entrevista e saber trabalhar suas respostas no momento em que for questionado sobre um possível ponto fraco. No marketing, essas características são trabalhadas dentro de uma análise conhecida como SWOT – sigla para Strenghts, Weaknesses, Opportunities e Threats – ou, no português, análise FOFA (Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças).

Essa análise deve incluir, ainda, um melhor entendimento do profissional acerca das mudanças que ocorrem no mercado em que pretende atuar. É válido avaliar, por exemplo, quais as empresas que obtiveram mais lucros nos últimos trimestres, quais devem lançar novos produtos, aquelas que necessitam de maior mão de obra, ou mesmo se alguma nova empresa está a se instalar na região em que o profissional pretende atuar.

Entendendo melhor seu perfil profissional e o mercado em que pretende atuar, vale lembrar que sua forma de apresentação pessoal no momento de uma entrevista pode fazer toda diferença. Atente-se para que a vestimenta seja coerente ao perfil da empresa a qual se candidatou. Evite o uso excessivo de gírias. Estude o histórico e os produtos e/ou serviços oferecidos pela empresa que está recrutando, e prepare-se, identificando o que você pode questionar, ou mesmo que tipo de informação pode ser interessante para debater no momento da entrevista. Lembre-se, a empresa também precisa de suas habilidades, e saber expô-las, dando ênfase às questões em que você pode agregar valor ao contratante, pode contar pontos positivos em sua avaliação.

No mais, seja gentil com os demais profissionais que estão no mesmo barco que você. O bom relacionamento interpessoal é um ótimo exemplo de diferencial e mostra que você está preparado para o trabalho em equipe, tão valorizado pelas empresas na atualidade.

Priscila Voigt Stumpf é publicitária, mestre em Linguística Aplicada, e coordenadora do curso de Publicidade e Propaganda da Faculdade Anhanguera de São José dos Campos.

Importância de compreender e interpretar números

Tomar decisões a partir de informações numéricas é algo que fazemos em muitos momentos do nosso dia a dia. Decidimos sobre o que e quanto comprar. Até aspectos qualitativos são quantificados muitas vezes, como quando, após recebermos um bom atendimento em um serviço, dizemos que o mesmo merece uma nota 10, ou uma nota baixa se recebemos um serviço ruim. Um procedimento já muito comum nos websites de vendas, nos quais se atribui estrelas para elogiar, ou criticar, um produto comprado ou mesmo qualificar um vendedor.

O mesmo acontece no ambiente empresarial, no qual a correta utilização da informação numérica vem a ser importante norteador da boa gestão em qualquer empresa. Uma condição que tende a resultar na maior empregabilidade e valorização de profissionais que dominem o cálculo e a interpretação de vários índices, termo normalmente aplicado aos resultados obtidos em cálculos voltados para a gestão e tomada de decisões.

No entanto é curioso (e preocupante) que muitos formandos em profissões gerenciais apresentem medo ou uma tendência a evitar aprimorar seus conhecimentos na leitura e análise de informações numéricas. Alegam que a interpretação dessas informações cabe a outros profissionais. Um grande engano em tempos de globalização e interdisciplinaridade no ensino e nas práticas profissionais do dia a dia de qualquer empresa. Há os que culpam a dificuldade do aprendizado da matemática durante o ensino fundamental e médio, quer na rede pública, como na rede privada.

Independentemente de fatos e culpas, é notório que muitas atividades precisam ser alicerçadas na melhor interpretação possível de relatórios e índices numéricos. Muitos destes profissionais da área de gestão acabam sendo preteridos por outros com habilidades em cálculos, como engenheiros e contadores, para ocuparem funções em áreas ligadas às finanças, qualidade, ou mesmo outras, como recursos humanos ou marketing, que também demandam muitos cálculos.

Fato é que cálculos se aprendem. Alguns podem apresentar maior ou menor dificuldade, mas todos podem aprender. Em especial no uso de recursos computacionais. Vai aqui um conselho que cabe a todas as profissões e a qualquer instante da vida profissional: aprender a executar um cálculo complexo irá exigir algum trabalho duro. Mais ainda para a melhor interpretação destes resultados. Pois esta é a chave: a interpretação. Calcular, criar tabelas ou quadros, ajuda a trabalhar os dados e a criar informação. Mas utilizá-la é um exercício de interpretação que é aprimorado a partir de vários aspectos, como os ensinamentos dos professores, o uso de livros e artigos e a experiência profissional.

A interpretação é uma virtude. Virtude ainda maior é transformar as informações numéricas em relatos visuais, através de gráficos e infográficos. E para isto não basta apenar usar bem recursos computacionais de planilhas eletrônicas, mas filtrar e interpretar de modo correto as informações numéricas para obter o melhor gráfico.

Também se faz necessário destacar que os números e índices, avaliados de modo isolado, podem conduzir a equívocos sérios! Sim, é fato! Todas as nossas relações são baseadas em pessoas. Pessoas vendem, compram e gerenciam. Logo, tomar uma decisão sem quantificar também aspectos das inter-relações pessoais (e outros, como os ambientais) pode levar a resultados ruins, por mais precisos que sejam os cálculos. Considere uma situação um tanto atual, em virtude de cenários de crises: uma empresa pode errar, por exemplo, se decidir por uma demissão focada apenas na multa “mais barata” do FGTS, e ignorar aspectos como a relação com os clientes, impactos na qualidade e produtividade, dentre outros fatores humanos e intangíveis. Aqui implica a interdisciplinaridade comentada anteriormente. Não basta só entender de gente, ou saber fazer cálculos complexos. É preciso saber interpretar, de modo adequado, todos estes aspectos quantitativos e qualitativos e qual a implicação das ações tomadas a partir destas informações.

E como estes cálculos e interpretações podem ser feitos? Para os cálculos vale o treino, a busca por bons conselhos de professores e profissionais da área em que atua. Quanto a métodos que possam auxiliar na gestão, um bom caminho é o uso daqueles que consolidem aspectos quantitativos e qualitativos, tais como o Balanced Scorecard (BSC), construído para consolidar aspectos contábeis e financeiros com outros fatores intangíveis e ligados às pessoas que fazem uma empresa. Outro método bastante útil, e bem conhecido pelas engenharias, é o Analytic Hierarchy Process (AHP), que consolida uma análise em múltiplos critérios e que pode ser interessante quando se precisam confrontar fatores quantitativos e qualitativos ao mesmo tempo, todos ranqueados por um critério numérico.

Wagner da Costa Godoi é contador, consultor e professor na Faculdade Anhanguera de Pindamonhangaba. Especialista em Engenharia de Produção, em Logística e Supply Chain. É também mestrando em Matemática Aplicada pela Universidade Federal de São Paulo

Inclusão = empregabilidade

A inclusão é um movimento mundial de luta das pessoas com deficiências que buscam diariamente seus direitos e lugar na sociedade.  As pessoas com deficiências (PCD) são garantidas pela Constituição Federal de 1988, e leis complementares como a nº 8.213, de julho de 1991, conhecida como a Lei de Cotas, que determina às empresas com mais de 100 colaboradores a contratação de 2% a 5% de profissionais reabilitados ou com deficiência. Mesmo essa lei existindo desde 1991, sua regularização ocorreu nove anos depois, com o início das fiscalizações.

Atualmente, mesmo com a determinação da lei, há um longo percurso a seguir, pois a fragilidade do processo de inserção das pessoas com deficiência no mercado de trabalho está relacionada à falta de preparação, associada ao preconceito social.  É importante também observar que o deficiente, ao buscar uma oportunidade, precisa verificar se as vagas oferecidas são compatíveis com o seu perfil. Pessoas com deficiência, quando têm asseguradas condições de trabalho que respeitem suas aptidões, habilidades e limitações, são tão produtivas quanto qualquer outro profissional.

Os laços entre as instituições de ensino profissionalizantes e as empresas são de extrema importância para o sucesso da inclusão. O acesso à educação permitirá que o deficiente tenha possibilidade e permanência no mercado de trabalho. Neste sentido, o acesso representa não só a defesa pela inclusão nesse universo, mas a possibilidade deste processo permitir a ascensão profissional, para além de ocupações primárias. As empresas devem buscar recursos ou instrumentos que desenvolvam outras habilidades ao trabalhador para que esse realize um trabalho digno.

Ressaltamos que uma empresa, ao exercitar a diversidade, traz para si novas oportunidades, reforça o trabalho em equipe e, principalmente, fortalece sua missão, visão e valores.

Andresa Couto Benedito é pedagoga e psicopedagoga, tutora presencial no curso de Pedagogia da Anhanguera de São José dos Campos

O uso das tecnologias da informação e comunicação na educação

Já faz algum tempo que a tecnologia faz parte do nosso dia a dia. Ela está presente em nossas casas, em nosso trabalho, e em praticamente tudo aquilo que fazemos. Basta olhar a dependência que muitos de nós temos em relação aos nossos celulares.

Desta mesma forma, a utilização das tecnologias da informação e comunicação na educação é mais que uma necessidade, já é uma realidade. E isso impacta na relação professor-aluno e no uso do tempo e do espaço, dentro e fora da sala de aula.

Estas tecnologias podem ajudar os professores a tornar suas aulas mais atraentes para os seus alunos, além de possibilitar o aumento da retenção do conteúdo e, por consequência, na melhoria do aprendizado. E os estudantes têm a possibilidade de reforçar e expandir o aprendizado no local onde estejam e com o tempo que dispõem, pois a tecnologia facilita o acesso ao conteúdo, e, neste caso, permite aprender seguindo o estilo individual de cada um.

A tecnologia não é capaz de substituir o professor. Continua mandatória a alta qualificação do professor, ou seja, um profissional bem formado, tanto com relação à especialização dentro do conteúdo em que atua, quanto com relação à didática no ensino.

Inclusive, para que estas novas tecnologias sejam utilizadas de maneira eficiente na sala de aula é mais do que necessário contar com professores competentes em suas áreas, pois a tecnologia está à disposição do professor para compartilhar conteúdo, para gerar interação, para estimular a reflexão e a construção criativa, para reforçar e/ou expandir o aprendizado, enfim, para aproximar a sala de aula da rotina dos alunos e permitir o desenvolvimento de sua capacidade intelectual.

Por outro lado, neste novo cenário, o aluno, também, deve mudar a sua postura, participando ativamente das aulas. Esta participação pode se dar na forma de uma adequada preparação para o momento presencial da aula, lendo materiais disponibilizados antecipadamente pelo professor, que tratará do conteúdo a ser discutido. Com isso, a aula fica muito mais rica. E, posteriormente, realizando os exercícios e outras atividades propostas, reforçando ainda mais o aprendizado. O discente tem que assumir um papel ativo, um papel de protagonista do seu aprendizado.

Assim, a utilização das tecnologias da informação e comunicação, conjuntamente com uma adequada proposta pedagógica, são fundamentais para garantir melhores resultados quanto à aprendizagem. Em outras palavras, o uso de um ambiente virtual de aprendizagem e outros recursos de tecnologia da informação e comunicação podem fazer as aulas ganharem uma nova vida.

Herlandi de Souza Andrade é professor e coordenador de cursos na Faculdade Anhanguera de Pindamonhangaba, doutor e mestre em ciências pelo ITA, graduado em administração de empresas e tecnologia em informática

Afinal, o que é empregabilidade?

É fato que o mercado de trabalho é cada vez mais desafiador e exigente, e, para se adequar a este cenário, as pessoas devem estar abertas a novos desafios e ter capacidade de se adaptar às constantes mudanças. Para se tornar um profissional atrativo é preciso desenvolver competências tanto específicas da profissão escolhida, como comportamentais. As específicas estão relacionadas ao conhecimento técnico, adquirido por meio de cursos e qualificação constantes, e as comportamentais são cada vez mais analisadas e valorizadas pelo mercado, e estão relacionadas às habilidades individuais, como capacidade de lidar com adversidades, atuando com criatividade diante delas, saber trabalhar bem em equipe, ter uma comunicação eficaz, e até bom humor no ambiente de trabalho é avaliado. Ou seja, o equilíbrio emocional é fundamental para distinguir os profissionais e construir um clima organizacional saudável.

Mas diante de tantas exigências com que nos deparamos hoje, como ser um profissional desejado e conquistar a tão falada empregabilidade? Primeiramente, faz-se necessário esclarecer o significado de empregabilidade: é a habilidade de se adequar às necessidades e dinâmicas do mercado, desenvolvendo características únicas ao longo da carreira, para manter seu posto de trabalho ou conquistar novas oportunidades devido ao seu perfil profissional distinto.

E como conquistar a tal empregabilidade? O melhor caminho é a atualização constante, além de ter foco no que você pretende como profissional. Para desenvolver a sua empregabilidade, destaca-se algumas dicas valiosas:

É importante fazer networking de qualidade, com pessoas que possam te apresentar boas oportunidades;

Tenha domínio das novas tecnologias e saiba como elas impactam o seu setor de atuação;

Antecipe-se às mudanças; seja um profissional antenado com o que acontece na sua região, no Brasil e no mundo, pois pessoas bem informadas demonstram um alto nível de conversa em suas relações interpessoais;

Tenha domínio de outro idioma, já que a proficiência em uma língua estrangeira é pré-requisito para diversas oportunidades de trabalho, e pode ser o seu diferencial para uma carreira de sucesso;

Busque fontes de conhecimento por meio de cursos, treinamentos e palestras; e ainda, desenvolva a capacidade de manter-se motivado para seguir em frente.

Agora, avalie: como está a sua empregabilidade?

Espero que essas dicas colaborem para que você desponte e desenvolva ainda mais o seu valor, e seja reconhecido.  Saiba que nunca é tarde para começar a estudar, ou planejar uma mudança, visando alcançar seus objetivos. O mundo precisa de profissionais competentes, determinados e éticos. Agora é definir metas claras do que pretende como profissional e identificar o que falta para você conquistar sua empregabilidade. Sem dúvida, a dedicação deve ser grande, mas com certeza valerá a pena! Boa sorte e sucesso.

Fernanda Jardim é administradora, mestre em sociologia e diretora da Faculdade Anhanguera de Taubaté